Podres poderes – Por NEGRAMÃE

Podres poderes

Tentam controlar meu dinheiro!

Minha ida, minha vinda, minha alma sacra

Querem inclusive controlar meus desejos

A boca que minha boca beija

A língua que minha língua enlaça

Curiosos inventam regras

Discutem sobre qual órgão meu corpo deveria esfregar

Se sou seca, melada, cabeluda ou raspada

Se algum objeto entra em mim, se é grosso, branco

Se prolifera ou se é rosa…

Minha felicidade sempre os incomoda.

Virou praga! Tortura, dilacera e salpica peste negra

Patriarcas opressores, controladores

Por medo do prazer, abrem mão de si

Abrem mão de comerem frutas com cascas

Abrem mão de cortarem com os próprios dedos e usam suas navalhas amoladas!

Acreditam nas verdades absolutas  de suas próprias ficções,

Desenvolvem ideologias em rótulos de garrafas

Escrevem livros sem títulos

E embriagam-se do enrijecimento de suas visões.

Nessa discussão, definitivamente não fico para depois.

Nessa discussão a meu respeito, cuja protagonista sou eu

Querem espalhar o ódio e me deixar para depois

Imponentemente me interesso, aprendo, luto e discuto.

Ultrapasso o meu medo e faço arder.

Não os deixo para depois! Isso mesmo… ar-der!

                             

Pobres sujeitos!

Se acham muito e são felizes pouco

Iludidos, não percebem o quão mal utilizam 

Seus podres poderes.

Autoria – NEGRAMÃE

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